• Anissis Moura Ramos

Brincar não é coisa só de criança


Colocar atividades lúdicas no seu dia-a-dia é fundamental para o desenvolvimento social, emocional e cognitivo, não só das crianças, mas para o adulto também. Sabemos que o brincar da criança é o trabalho do adulto, mas isto não impede que na fase adulta possamos, também, reservar um tempo do nosso dia para diversões.

Pesquisas recentes apontam que atividades lúdicas não são importantes apenas para o desenvolvimento cerebral e psíquico, mas também influencia na saúde física dos adultos, pois o adulto que não se diverte fica mais exposto a situações de estresse e ao risco de adoecimento.

Rir de si mesmo, falar bobagem, jogar conversa fora, correr, relembrar situações engraçadas são recomendáveis para preservar a saúde mental. Entretanto, é comum as pessoas associarem o fato de uma pessoa ser brincalhona, com falta de juízo, de responsabilidade e muitos não lhe dão credibilidade. Geralmente, são pessoas amarguradas, sisudas, que levam a vida muito a sério, que fazem uma leitura literal da vida, por não conseguir abstrair os entre-tons que a vida oferece.

Saber que não temos a obrigação de fazer as coisas certas, dá um alívio, elimina muitas dores do corpo tensionado que acredita ter que fazer tudo perfeito, caso contrário o velho superego irá cobrá-lo. Claro, que tem momentos para a descontração, para relaxar. Cumprir prazo, cumprir com os seus compromissos, fazem parte da vida adulta, só que temos que saber dar o equilíbrio para as coisas, a fim de mantermos nossa saúde mental.

Não sabe o que fazer? Invente jogos; jogue bola no parque com os filhos; ande de pedalinho, de bicicleta; crie histórias com personagens; compre jogos de armar, isto faz você exercitar o cérebro, a desenvolver a criatividade, a pensar.

Winnicott deu muita ênfase a técnica do brincar, por considerar que esta técnica é sinal de saúde psíquica e que oferece possibilidade de cura para adultos e crianças. Ele acreditava que a psicoterapia podia ser compreendida como uma vivência lúdica muito específica e sua teoria ofereceu um olhar teórico revolucionário para clínica. A brincadeira nos prepara para o encontro com o outro, propiciando parte da organização mental necessária para que as relações se estabeleçam e tenham condições emocionais de manter relações sociais e afetivas.

Viver criativamente faz com que tenhamos um estado saudável, nos livra da submissão que nos coloca em um estado doentio, Precisamos ser criativos na nossa vida profissional, na vida pessoal, com o nosso parceiro, com os nossos amigos, procurando exercitar o nosso lado lúdico, se queremos ter relações saudáveis. Para tanto, precisamos sairmos do sistema automático em que vivemos, refletirmos sobre como estamos estabelecendo nossas relações, levando a nossa vida e avaliarmos quais os processos de mudança se fazem necessários realizar. Assim, poderemos tornarmo-nos pessoas mais leves, termos os nossos momentos lúdicos e gozarmos de uma boa saúde mental.

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