• Anissis Moura Ramos

A descaracterização do Natal


A cada ano que passa fica mais evidenciada a descaracterização do Natal. O verdadeiro espírito natalino perde espaço para o comércio, para o consumo. Consumo este que muitas vezes não cabe dentro do orçamento da pessoa, mas que é “obrigatório”, afinal “é Natal, tem que dar presente”.

Muitos jovens desconhecem o real sentido do Natal, não sabem e nunca tiveram a curiosidade de saber como surge o Natal. Escuta-se muitos dizerem: “é época de comer comida boa”, como se nos demais dias não comessem.

Não são só os jovens que desconhecem a origem do Natal, comemoram de forma automática e talvez, como mais uma convenção imposta pela sociedade e talvez por isto é que esteja sendo percebido como o momento de confraternizar, de trocar presentes e “comer comida boa”.

O Natal teve sua origem em 354 d.C, data em que foi celebrado pela primeira vez o nascimento de Cristo. Substituiu a festa pagã do nascimento do Sol chamada Natalis Invicti Solis que naquela época era celebrada pelos persas. Por muitos séculos, as Igrejas cristãs não comemoravam o Natal, por desconhecerem a data exata da aparição de Cristo, todas reconheciam que Ele apareceu na terra, na cidade de Belém em Jerusalém, mas não havia informação sobre o dia e o ano. O próprio novo testamento não faz nenhuma referência a data da aparição de Cristo e por isto, as Igrejas cristãs só comemoravam a Páscoa. Foi no ano de 440d.C que houve um acordo entre as diversas religiosidades da época e com a intenção de cristianizar as festas pagãs realizadas na época é que ficou acordado que as comemorações natalinas teriam uma duração de doze dias, tendo início no dia 25 de dezembro e terminando em 06 de janeiro, sendo que no dia 25 comemora-se o nascimento do Menino Jesus.


0 visualização

CLIQUE E FALE

+55 51 999-877-258

REDES SOCIAIS

Código de Ética Profissional do(a) Psicólogo(a)

CONSULTÓRIO

Rua Rita Lobato, 191 sala 306

Praia de Belas - Porto Alegre/RS

Conselho Regional de Psicologia do RS