• Anissis Moura Ramoos

Nem tudo é TOC


Obsessões ou compulsões nem sempre podem ser entendidas como sendo Transtorno Obsessivo Compulsivo, porque as pessoas podem apresentar obsessões e ter rituais breve. É normal as pessoas ficarem preocupadas com alguma prova que tem que fazer, listar as coisas que irá levar na viagem, avaliar se vai ou não comprar um bem móvel, ficar preocupado quando o resultado de algum exame deu alterado, preocupar-se com algo que esqueceu de fazer no trabalho e tinha urgência, são preocupações normais do dia-a-dia, mas que logo passam.

Quando essas preocupações do cotidiano se apresentam acompanhadas de sofrimento, aflição, a pessoa fica pensando na mesma coisa, não conseguindo desfocar o pensamento, não consegue sair de casa porque gasta muito tempo fazendo verificações, aí pode-se pensar no Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC).

Observa-se que atualmente as pessoas desenvolveram o hábito do autodiagnostico, mas nem sempre aquilo que parece é, por isso, sempre é bom consultar um profissional da área da saúde mental. Existem vários quadros clínicos que podem ser confundidos com o TOC, assim como, alguns transtornos psiquiátricos que precisam ser diferenciados do TOC. Também, existem casos em que a pessoa tem mais de um transtorno ao mesmo tempo, o que chamamos de comorbidade e isso irá influenciar no tratamento.

Quando diagnosticado o TOC, o tratamento é feito, geralmente, com uso de medicação e psicoterapia. A técnica mais indicada atualmente para este tipo de patologia é a Cognitiva-Comportamental.


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