O que nunca nos ensinaram ou contaram

04/08/2016

 

Sabe-se, cada vez mais, que somos seres movidos pelas emoções. Por mais que relutemos a aceitar, é o que a Neurociência nos mostra. Freud já dizia que somos movidos pelo nosso inconsciente, portanto não adianta queremos insistir que funcionamos pela lógica, razão ou consciência, como queiram chamar, porque esta não é a realidade.

 

Sendo nós seres movidos pelas emoções, deveríamos ser educados para lidar com elas. No entanto, nunca ninguém nos ensinou ou se quer falou sobre nossas emoções. Por isto a dificuldade que temos de identificá-las e nomeá-las. Alguns chegam a ficar incomodados ou não concordam quando abordamos este assunto. O desconforto se dá não só por ser algo desconhecido, mas por não sabermos que as emoções é que geram nossos pensamentos. Quando estamos alegres, felizes, temos bons pensamentos, até acreditamos que somos capazes de enfrentar um dragão. Porém, quando estamos tristes, chateados, nos sentimos incapazes, impotentes, ficamos com raiva, angustiados e nada nos consola.

 

Daí a importância de procurarmos nutrir dentro de nós bons sentimentos. Claro que enquanto humanos, vamos sentir medo, insegurança, raiva, rejeição, abandono entre tantos outros, mas precisamos aprender a questioná-los e não supervalorizá-los para que não fiquemos vibrando nesta frequência, que nos colocará cada vez mais para baixo.

 

Outro ponto que nunca nos falaram é que somos responsáveis 100% por tudo que acontece em nossa vida. Temos a tendência de procurar culpados e/ou responsáveis pelas coisas que estão acontecendo em nossas vidas, porque não nos educaram emocionalmente, não nos ensinaram a olhar para dentro de nós e muito menos encontrar respostas no nosso eu. Com isto, cria-se um vazio em nosso interior e por não suportarmos a dor que ele nos causa, precisamos encontrar urgentemente alguém para culparmos ou responsabilizarmos, pois só assim teremos a sensação de alivio. Alívio que não durará por muito tempo, mas que nos permitirá dar uma respirada melhor.

 

Esta busca por culpados ou responsáveis pelas coisas que nos acontece, nada mais é que uma forma pueril de funcionarmos; de não assumirmos o comando da nossa vida; de negarmos o quanto nos boicotamos ou nos judiamos; de querer ficar na sombra dos outros; o medo de ser adulto; a necessidade de viver num mundo do faz de conta; afinal é bem menos sofrido do que termos que olhar para nossa vida e vermos, muitas vezes, as “cacas” que fizemos com ela. Infelizmente, não temos como passar um “Errorex” para limpá-las, todavia, é possível recomeçarmos a nossa história a qualquer momento, visto que somos os únicos responsáveis pelas nossas vidas. Ao dizermos isso, estamos dizendo que somos os projetistas das nossas vidas e portanto, portadores da caneta que irá escrever aquilo que queremos para nós.

 

É uma tarefa fácil fazer isto? Claro que não! Mudar o padrão de funcionamento, requer que estejamos dispostos a liberar os padrões hereditários, os códigos culturais e as crenças sociais. Isto requer um desejo muito grande de mudança e disciplina. Precisamos aprender o exercício de olhar para o nosso interior e parar de procurar resposta no externo; aceitar que somos movidos pelas emoções e começar a decodifica-las e nomeá-las; a não ter medo e nem vergonha de falar das emoções, pois não é algo feio e muito menos sinal de fraqueza, como muita gente pensa; assumir que o único responsável por tudo que acontece em nossas vidas, somos nós mesmos; avaliar e analisar o que nos gera sofrimento e o que queremos mudar; quanto queremos mudar; abrir mão um pouco das coisas que não nos somam nada e focarmos naquilo que nos permite desenvolvermos enquanto seres/pessoas.

 

Sabemos que a grande maioria das pessoas preferem abrir mão de tudo isto, pois consideram desnecessário, difícil ou muito penoso e optam por continuar vivendo da forma que estão vivendo. É mais fácil, menos sofrido e até diria que é mais cômodo, porque, assim. não se sentem responsáveis ou culpados por nada.

 

Na realidade, não temos que nos sentirmos culpados, já que este sentimento nos congela, nos paralisa e nos impede que façamos algo para mudar; enquanto que a responsabilidade exige movimento/ação. Não podemos ficar parados esperando algo acontecer, se nós somos os responsáveis pela situação.

 

Sendo assim, só resta dizer, que precisamos assumir as rédeas da nossa vida a cada novo dia e vermos no que queremos transforma-lo.

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