Precisamos aprender cada vez mais

 

A realidade do mercado profissional cada vez mais faz com que tenhamos que estar abertos para novas informações, caso não queiramos fazer parte dos profissionais obsoletos que vemos por aí. Este processo de aprendizado não se limita a nossa área de atuação; precisamos compreender agora, informações que encontramos nas redes sociais.

 

Na condição de psicoterapeuta e/ou de perita judicial preciso não só ter uma escuta atenta para o que o paciente ou o periciado fala, mas também interpretar o que sua fala quer me dizer. Preciso ficar atenta à linguagem não verbal, ou seja, o que o seu corpo, o seu rosto e os seus gestos me dizem. A linguagem não verbal é algo que tenho percebido no curso de Conciliação que faço, o quanto ela é enfatizada para o conciliador, a fim de que este não passe mensagens negativas ou não venha a interferir na decisão das partes, no processo. Além disso, em alguns casos de perícia, não temos como nos limitarmos às informações trazidas pelas partes, precisamos confirmar nas redes sociais se acusações que constam nos autos do processo são verídicas ou não; se uma das partes não está apenas querendo denegrir a imagem do outro e por aí vai.

 

Para entender isto, não basta saber se a pessoa curtiu, amou, etc. tem que se verificar a frequência com que isto acontece. Para ter este entendimento, nada melhor do que consultar jovens que nos dão uma aula, com muita propriedade, sobre o assunto. Com isto, aprendi que se uma pessoa usa qualquer um dos símbolos oferecidos, em todas as postagens de alguém, é porque está envolvida com o sujeito ou está interessado (a). Também tem aquele que curte tudo e não sabe nem o que curtiu, é o que a gurizada diz: “se sente”; sente-se popular, quer se fazer presente para se sentir importante ou que é muito próximo da pessoa. Agora como eu vou saber a situação real? Bem, aí sou obrigada fazer associações, que poderão estar corretas ou não.

 

O interessante é que além da linguagem verbal, não verbal, agora preciso, também, compreender a simbologia usada nas redes sociais, porque não podemos simplesmente ignorá-la, pois ela faz parte do mundo atual e por vezes, nos trazem informações importantes.

 

Fico pensando, o que mais precisaremos aprender para entender o funcionamento das pessoas. Cada vez mais, o ser humano cria uma maneira para se fazer ver e ouvir, sem ter que dizer “me escutem ou me vejam, estou aqui”. Quando não usam destes meios para mostrar aos outros o quão próximo ou intimo é daquela pessoa. Em qualquer uma das situações, este tipo de comportamento nos convida a pensar o que está por trás, quais os sentimentos que existem aí; quais as necessidades a pessoa está tentando suprir ao ter este tipo de comportamento, etc. Poderia elencar vários outros pontos, mas não é este o foco. O foco é ter claro a importância de estar sempre aberto a novos aprendizados. Porém, para o psicoterapeuta e para o perito judicial, este aprendizado não se limita a informação obtida. A partir da informação que recebemos, temos que avaliar o que esta informação tem a nos dizer; a serviço do que ela está e qual a possível representação que isto tem na vida do indivíduo.

 

Aprender por aprender não tem o mínimo significado. A partir do momento em que estamos abertos a novos aprendizados, temos a responsabilidade de saber o que fazer com a informação e repassa-la. O sujeito que adquiri conhecimento e não repassa, corre o grande risco de vir a desenvolver “obesidade mórbida mental” e para esta, não existe cirurgia bariátrica. Você já pensou sobre o que faz com o conhecimento que adquiri e o compromisso que assume ao recebê-lo?

 

Paz do eu!

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