Noções básicas que se perderam

 

Em nome da modernidade muita coisa se perdeu, inclusive, as noções básicas de educação. Não precisa muito para se notar isto, basta prestar atenção ao comportamento das pessoas.

 

As palavras mágicas – com licença, obrigada, por favor, pois não – que ainda procuramos ensinar para as crianças, não existem mais na vida de muitos adultos. Algumas pessoas parecem estar acima de tudo e de todos.

 

Outro dia, no supermercado, uma senhora me bateu com o seu carrinho de compras e quando eu olhei para ela, ficou me encarando como se eu fosse a culpada, afinal estava atrapalhando a sua passagem.

 

Escuta-se as pessoas reclamarem da sujeira da cidade, entretanto, continuam jogando seus lixos nas ruas, cuspindo e achando tudo muito natural. Não são capazes de pensarem que se estão com secreção nasal ou peitoral, podem carregar um lenço de papel ou um guardanapo e ao sentirem a necessidade de cuspir, fazer no lenço ou no guardanapo e depois colocar numa lixeira. Obrigam os demais transeuntes terem que conviver com um produto do seu organismo e estas, geralmente, são as primeiras pessoas a reclamarem que a prefeitura não limpa as ruas.

 

Outro lugar que se percebe a falta de noção básica, são nas redes sociais e nos e-mails. Quando se envia uma mensagem ou e-mail, o mínimo que se espera que a pessoa dê uma resposta, coloque um ok, mas muitos simplesmente ignoram sem pensarem e muito menos se preocuparem com a leitura que o outro irá fazer a seu respeito. Isto denota, além de falta de educação, um ar de superioridade, a necessidade de rejeitar ou outro e, muitas das pessoas que agem assim, são aquelas que vivem uma vida só, que se queixam que não tem amigos. Claro que não poderá ter amigos, porque ninguém está disposto a ser ignorado, rejeitado e muito menos lidar com a falta de educação dos outros.

 

Percebe-se que todos estes comportamentos e outros que não citei são justificados pelo fato de todo mundo agir assim. Esquecem que não é porque o outro funciona assim, que precisa funcionar também. Esta justificativa só mostra a dificuldade que o ser humano atual tem de viver o seu processo de individuação, tão falado por Jung. Hoje o espírito que impera em nossa sociedade, infelizmente, é o “espirito manada”, ou seja, faço por que todo mundo faz, compro porque todo mundo compra, vou porque todo mundo vai. Esquecem da sua individualidade e isto contribui para que não consigam traçar objetivos, buscarem atingir suas metas e alcançarem seus ideais, até porque, não existe ideal próprio e sim do coletivo.

 

Reclamar e nada fazer para mudar não adianta nada. Precisa-se que as pessoas se conscientizem da necessidade de olharem para si e se auto questionarem, verem como estão funcionando e o que podem fazer para melhorar. Só assim, haverá uma mudança social, se viverá em ruas mais limpas, as relações interpessoais serão mais harmônicas.

  

Tudo isto pode parecer um tanto utópico, mas não é, basta cada um tomar consciência do seu papel de cidadão e desenvolve-lo a fim de ter melhor qualidade de vida e viver em um mudo mais humano, com pessoas mais educadas e com cidades mais limpas.

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