Por que você precisa disto?

 

Pesquisa revela que 16% das pessoas costumam gastar mais do que podem nas compras de Natal, levando as pessoas a ficarem negativadas e sendo que o valor médio da negativação é R$922,00. O interessante que as pessoas não param para pensar por que precisam disto?

 

Estudos nos mostram que o endividamento financeiro é uma consequência do endividamento afetivo, ou seja, o consumismo desenfreado visa preencher um vazio que se faz presente na vida destas pessoas. Também desempenha a função de fazer as pessoas se auto-afirmarem, buscando livrar-se dos sentimentos de inferioridade, insegurança, de medo, de vergonha, de baixa autoestima, de ansiedade. São pessoas que procuram ostentar um padrão que não é o seu para se sentirem pertencendo a um determinado grupo a fim de ser aceito pelo mesmo e não pensam o quanto isto irá lhe custar, não apenas financeiramente, mas psicológica e emocionalmente.

 

Algumas pessoas lidam muito bem com estas situações; outras nem tanto, perdem noites de sono, desenvolvem um quadro de depressão, ansiedade e estresse, quando não quadros clínicos como: infarto do miocárdio, AVC, hipertensão, etc. Mesmo assim, muitos não aprendem e continuam repetindo o mesmo padrão de funcionamento que o colocou nesta situação.

 

A mesma pesquisa que identificou que as pessoas gastam mais do que podem nas compras de Natal, apontou também que cada quase quatro em cada dez consumidores (36,4%) estão interessados em comprar presentes de Natal, mesmo tendo contas em atraso e mais, alguns dos entrevistados referiram que deixarão de pagar alguma conta para poder comprar presente de Natal (4,2%), alguns (3,9%) para poder fazer a festa de Natal e outros (4,4%) para comemorarem o ano novo. Mesmo estando com nome sujo, 339% referiu que pretende comprar presente, independente do que forem comprar. Estes dados são preocupantes, pois revelam o funcionamento das pessoas, a falta de crítica de sua situação, a falta de responsabilidade com suas finanças e consigo, também.

 

O endividamento está relacionado ao modelo cognitivo de cada pessoa, o que nos convidar a pensar que as emoções e o comportamento sofrem influencias das situações vivenciadas no decorrer de sua vida, bem como, a maneira que interpretam. Se o indivíduo não romper com este padrão de funcionamento e tentar buscar um novo padrão cognitivo continuará com a corda no pescoço por muitos anos e percebe-se que muitas pessoas não estão nem aí para as questões financeiras. O que importa para elas é gastar o que não tem, como se isto fosse resolver todos os seus problemas e frustrações.

 

O endividamento não está apenas atrelado às crenças que a pessoa carrega consigo, mas também as questões afetivas. Muitas vezes as pessoas gastam o que não tem e o que não podem para agradar os outros, pois carregam consigo uma culpa por não poder dar a atenção ou afeto que julga que a pessoa merece. Outros porque alguém lhe deu algo ou lhe fez algo acreditam que precisam recompensar a pessoa com um bom presente. A isto chama-se de endividamento afetivo e isto nos ajudar a entender porque pessoas que mesmo estando negativada, endividada não conseguem parar de gastar e de ostentar um padrão que não é o seu. O pior de tudo é que não tem crítica sobre isto e acaba vivendo sempre na corda bamba, no sufoco, buscando culpados para uma situação que ele mesmo se colocou.

 

Portanto, pensar sobre o endividamento, sobre sua vida financeira é fundamental para qualquer pessoa e principalmente entender porque precisa se colocar nesta situação, sendo que isto pode ser compreendido como um processo de autodestruição.

 

Fonte: Blog Falando sobre Varejo

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