Bullying não acontece só entre crianças

 

É comum quando fala-se em bullying associar a crianças, mas é algo que se faz presente na vida adulta. Ele pode ocorrer em qualquer contexto social, como na família; entre vizinhos; nos locais de trabalho; na escola; em ambientes religiosos.

 

A etiologia da palavra Bullying se dá da palavra inglesa bully, cujo o significado é valentão, brigão. Em português compreende-se como ameaça, tirania, humilhação, maltrato, intimidação, ou seja, está sempre vinculada a uma situação de violência.

 

O bullying se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, o que pode iniciar com um simples apelido inofensivo, na medida que o tempo vai passando começa a tomar proporção maior, podendo afetar emocional, física e psicologicamente a vítima.

 

Apesar de o bullying ser uma agressão, não podemos dizer que toda a agressão é bullying, para caracterizar como tal, faz-se necessário a presença de quatro características que são: a intenção do autor em ferir o alvo; a repetição da agressão; a presença de um público espectador e a concordância do alvo com a relação á ofensa. Caso o alvo consiga superar o motivo da agressão, enfrentando ou ignorando, isso faz com que o agressor se desmotive.

 

O sentimento existente na pessoa que pratica o bullying  é de querer se tornar mais popular; sentir-se poderoso e ter uma boa imagem de si mesmo, pois na realidade é vítima de sentimento de menos valia, complexo de inferioridade; sentimento de frustração, entre outros, e vale-se do bullying para se sentir importante. Na realidade, ela não aprendeu a transformar sua raiva em diálogo, também, porque o sentimento despertado no outro não é motivo para deixar de agir. Percebe que a pessoa precisa alimentar o seu sadismo, vendo a opressão do agredido, pois isso lhe gera prazer.

 

Normalmente, pensa-se que existem apena dois envolvidos na relação de conflito- o agressor e o agredido – mas é um grande engano, pois o espectador também faz parte da relação. Aquele que vê o conflito se estabelecer e fica de telespectador, sem nada fazer, seja por medo, insegurança ou pelo prazer de ver o conflito, revela, também o lado adoecido de sua personalidade, atuando como coautor.

 

Em geral, o alvo é uma pessoa com baixa autoestima, retraído, que não tem voz ativa para nada, pois com essas características dificilmente irá ter força para reagir. Apresenta medo, insegurança, vergonha, constrangimento para frequentar o espaço onde o bullying acontece.

A vítima chega a concordar com a agressão, não se tem capaz de revidar e acaba por dar razão ao agressor. Por exemplo, alguém lhe diz que é gorda e ela acredita que não pode dizer nada, pois é gorda mesmo.

 

O bullying pode acontecer com agressão física e/ou moral. Normalmente, as pessoas dão maior ênfase a agressão física do que um xingamento ou fofoca. A tendência em relação ao xingamento ou a fofoca é minimizar e até mesmo negar.

 

Precisamos estar atentos a esse tipo de violência e ao ver que está ocorrendo, tentar conversar e não permitir que tome uma proporção maior. O bullying se dá em todas as faixas etárias, classes sociais e culturais, o que não podemos é aceitar esse tipo de violência, para tanto, precisamos exercitar a empatia e experenciarmos o sentimento e o sofrimento da vítima. Tanto o agressor precisam de acompanhamento psicoterápico, assim como, aquelas pessoas que ficam assistindo e por vezes até incentivam a violência..

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