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Vítimas do Golpe?


Apesar dos veículos de comunicação mostrarem a todo momento os inúmeros golpes que existem em vários segmentos do mercado, mesmo assim as pessoas ainda caem. Os mais comuns são o bilhete premiado, as passagens aéreas abaixo do preço de mercado, os ingressos de shows mais baratos e por aí vai. Mesmo assim as pessoas continuam caindo e depois se considerando vítimas de uma situação. Será que realmente são vítimas?

Esse é um ponto que precisa ser pensado e discutido, a fim de identificar o que está por trás do comportamentos dessas pessoas que se consideram vítimas de uma situação que elas mesmas criaram. O que as leva cair nessas situações?

Percebe-se um funcionamento infantilizado de quem acredita em algo mágico. Ao mesmo tempo, identifica-se o sentimento de ganância, de esperteza, de querer levar vantagem. Quando as pessoas se dão conta que caíram num golpe, então se colocam na condição de vítimas, de lesados, de inocentes e culpam o golpista. Esquecem que são elas mesmas que reforçam a existência do golpista, através do seu próprio comportamento negativo, que não percebem como tal, mas sim como uma maneira de poder realizar seus desejos.

Enquanto existirem pessoas querendo levar vantagens, se julgando espertas, teremos esses tipos de situações. A pessoa que entra nesse tipo de golpe deve analisar o seu comportamento, os seus valores, antes de colocar-se na condição de vítima. Vivemos na era da comunicação, portanto, cair nesse golpe reflete o comportamento não só do golpista, mas também da pessoa que se deixou ser lesada.

É importante refletir sobre o seu comportamento quando isso acontece. O que está lhe levando a acreditar no bilhete premiado, em viagens com o preço muito abaixo do mercado, entre tantas outras coisas. Talvez as respostas encontradas não lhe agradem muito, mas é interessante pensar sobre elas e rever as crenças e valores que contribuem para que esta situação tenha ocorrido.

Colocar-se nessa situação pode ser uma das maneiras que a pessoa encontra para colocar-se na condição de vítima e alimentar seu coitadismo. Identificar o que a leva a ter essa necessidade pode ser, também, um comportamento aprendido. Vale ressaltar que, independente do motivo, existe sempre a possibilidade de mudar e não se deixar mais envolver nessas situações.

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